Quem é você depois de tantas mudanças?
18 de setembro de 2026

Sim, o mundo anda louco.
Sim, dá medo, dá raiva, dá alegria. É a montanha russa de um dia falar “caramba, viver é muito bom” e no outro se achar no subsolo do poço.
Mas deixa eu te sugerir um pensamento:
Será que o problema do caos moderno é mesmo só o mundo que está mudando ou será que a gente anda tão apressado em passar pela vida que não estamos conseguindo ver e assumir as nossas próprias mudanças?
É, o externo tem muita força.
Mas nossa missão, individual, nunca foi mudar o mundo. Mesmo as frases de efeito sugerem: a mudança é em nós. Muda-te a ti mesmo, e então verás a mudança no mundo.
Olhar para as mudanças que acontecem ao redor e nos deixar invadir por todos os sentimentos que surgem é só mais uma forma de distração e fuga. E assim, continuar resistindo à nossa própria evolução.
Enquanto o mundo muda (cada vez mais veloz)… nós também mudamos.
A questão é que entender nossas próprias transformações demanda tempo. E análise. E paciência. E carinho. E coragem. E amor.
Coisas que, me parecem, estar cada dia mais distante de uma sociedade que vive com os olhos pregados em uma tela a maior parte do dia.
Nós não estamos no controle.
Na verdade, há pouquíssimas coisas que podemos controlar.
E dessas, a maior, é a nós mesmos.
Então, antes de se vislumbrar com a próxima grande novidade (ou crise) do mundo, que tal encarar a si mesmo e reconhecer quem você é depois de tantas e tantas transformações?
Nossa identidade também é mutável. Ainda bem!
